Pular para o conteúdo principal

Padre é indiciado por importunação sexual em Montes Claros

 

A Polícia Civil indiciou o padre Reginaldo Cordeiro de Lima, que atua em Montes Claros, por importunação sexual. A informação foi divulgada nesta terça-feira (22).

De acordo com a PCMG, o indiciamento se refere ao caso de uma jovem, de 19 anos. A defesa do padre disse que não foi oficialmente informada sobre o indiciamento, por isso não teria como se posicionar .A Arquidiocese de Montes Claros afirmou que não irá se pronunciar.

“Instaurado o Inquérito Policial procedeu à oitiva da vítima que alegou que no dia 29/09, no Bairro Planalto, dentro da Casa Paroquial, no quarto do suspeito, que é pároco da Igreja, durante um encontro marcado por ele, teria sido beijada no nariz e na boca enquanto conversavam. Atordoada com a situação, ao tentar sair, percebeu que a porta do local estava trancada. Antes de ir embora, o suspeito pediu confidencialidade sobre o ocorrido, afirmando que era apenas uma demonstração de carinho”, divulgou a Polícia Civil.

No decorrer da apuração, no dia 7 de outubro, outra jovem procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher para relatar uma situação vivenciada por ela em 2016.

“O fato, segundo ela, teria ocorrido na garagem da casa paroquial, em 2016. Na época, afirmou a vítima que o suspeito a beijou na boca e começou a esfregar seu órgão genital nela.”

De acordo com a PCMG, 11 testemunhas foram ouvidas ao longo da investigação, que ainda realizou levantamento da vida pregressa dos envolvidos.

“O suspeito negou ambas as acusações, entretanto, a delegada Karine Maia pontuou que as declarações da vítima merecem total credibilidade em casos de delitos sexuais em razão da clandestinidade dos fatos. E ainda, na primeira ocorrência, é imprescindível considerar que foi o investigado quem marcou o encontro e levou a vítima para o seu quarto, mesmo sozinhos no local.” A PCMG explicou que o indiciamento ocorreu em função da situação relatada pela jovem de 19 anos. Sobre o segundo caso, os fatos se deram em 2016, quando a lei ainda não previa a existência do crime de importunação sexual.

 “...Portanto, o suspeito não pode ser responsabilizado criminalmente por esse crime, e nem por qualquer outro que se enquadre em sua conduta, em razão da decadência do prazo para representação, exigência legal em 2016.”

Por G1 Grande Minas

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ACONTECEU EM ITACARAMBI-Menor é apreendido por tentativa homicídio após sua mãe ir ao hospital saber se ele estava ferido

  Um adolescente, de 14 anos, foi apreendido por tentativa de homicídio após a mãe dele ir ao hospital para saber se ele estava ferido. O crime ocorreu em  Itacarambi . Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar nesta segunda-feira (1), um homem, de 30 anos, deu entrada no hospital da cidade após ser atingido por tiros nas costas e cabeça. Ele contou que caminhava pela avenida Frutal no Nossa Senhora de Fátima, quando duas pessoas em uma moto se aproximaram e atiraram. Depois que foi atingido, ele correu pedindo socorro. Após fazerem levantamentos no local do crime, os policiais retornaram à unidade de saúde, onde encontraram a mãe do menor. Ela relatou que soube que o filho e outro adolescente teriam atirado contra o homem. Preocupada, foi ao local saber se ele se feriu. Em seguida, a PM foi até a casa desse jovem mencionado pela mulher e acabou encontrando o filho dela. Ao ser questionado, ele falou que ele e o amigo decidiram agir após serem ameaçados pela ...

ACONTECEU EM ITACARAMBI Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi

Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta terça-feira (23/12), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 42 anos, investigado por uma série de crimes violentos em Itacarambi, no Norte do estado. A decisão judicial foi tomada após o aprofundamento das investigações, que apontaram premeditação, extorsão mediante violência e um padrão de comportamentos agressivos praticados pelo suspeito em locais públicos. De acordo com a delegada Natália Moura, responsável pelo inquérito, a prisão preventiva foi essencial para conter a escalada de violência e garantir a segurança da comunidade. “No início, tratamos o caso como um episódio de menor potencial ofensivo. Mas, com o avanço das apurações, ficou evidente que não se tratava de um fato isolado. Houve planejamento, repetição de condutas e uso de violência extrema. A prisão foi fundamental para evitar novas agressões, proteger a vítima e assegurar que a inv...