Pular para o conteúdo principal

PM QUE AGREDIU RAPÁZ EM MOC ESTÁ AFASTADO DAS FUNÇÕES

Do G1 Grande Minas
Agredido por um policial militar em um tumulto após a partida entre Brasil e Camarões, na Avenida Deputado Esteve Rodrigues, região central de Montes Claros, o estudante de 28 anos, que prefere não se identificar, diz que teve uma veia rompida e o nariz quebrado ao tentar filmar a ação da PM.
Acionados para atender uma ocorrência de perturbação ao sossego, a atuação dos policiais foi filmada por outro jovem e publicada em uma rede social
“Não esperava que a pancada fosse tão forte. Ficou uma poça de sangue no chão. Eu tive uma fratura no nariz e estourou uma veia, por isso a quantidade de sangue”, comenta o rapaz.
Para o jovem, a ação dos policias foi excessiva. “Nunca imaginei que por causa de um celular eu fosse levar uma pancada para desmaiar”, relata.
Ainda segundo a vítima, se ele não tivesse pegado o celular, nada teria acontecido. “Eu não tinha nada a ver com a situação. Na verdade, acho que nem o pessoal que eles prenderam não tinha. Eles foram pegando e colocando na viatura. Meu irmão também foi conduzido”, completa.
De acordo com a PM, a corporação foi acionada para atender uma ocorrência de perturbação de sossego. Um grupo estaria incomodando os demais moradores com o som alto de um carro estacionado em um posto de gasolina.
Ao todo 16 pessoas foram detidas por desacato e dano ao patrimônio público. A PM calcula que cerca de 500 pessoas estavam no local no momento do incidente.
Na ação foram usadas balas de borracha, gás lacrimogênio e de pimenta e, segundo a polícia, viaturas chegaram a ser danificadas e policias agredidos.
Em nota, a assessoria de comunicação da 11ª Região da Polícia Milita, afirma que em face do vídeo apresentado nas redes sociais e que diz respeito à atuação de um policial militar no local do fato, o Comando Regional determinou a instauração de um inquérito, visando apurar o ocorrido.
"É conveniente esclarecer, ainda, que as diligências da presente apuração já se iniciaram com as audições dos militares envolvidos na ação. O policial militar envolvido diretamente na cena do vídeo encontra-se afastado da atividade operacional até o término da apuração, quando serão conhecidas as demais providências em relação ao caso", diz a PM em nota.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ACONTECEU EM ITACARAMBI-Menor é apreendido por tentativa homicídio após sua mãe ir ao hospital saber se ele estava ferido

  Um adolescente, de 14 anos, foi apreendido por tentativa de homicídio após a mãe dele ir ao hospital para saber se ele estava ferido. O crime ocorreu em  Itacarambi . Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar nesta segunda-feira (1), um homem, de 30 anos, deu entrada no hospital da cidade após ser atingido por tiros nas costas e cabeça. Ele contou que caminhava pela avenida Frutal no Nossa Senhora de Fátima, quando duas pessoas em uma moto se aproximaram e atiraram. Depois que foi atingido, ele correu pedindo socorro. Após fazerem levantamentos no local do crime, os policiais retornaram à unidade de saúde, onde encontraram a mãe do menor. Ela relatou que soube que o filho e outro adolescente teriam atirado contra o homem. Preocupada, foi ao local saber se ele se feriu. Em seguida, a PM foi até a casa desse jovem mencionado pela mulher e acabou encontrando o filho dela. Ao ser questionado, ele falou que ele e o amigo decidiram agir após serem ameaçados pela ...

ACONTECEU EM ITACARAMBI Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi

Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta terça-feira (23/12), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 42 anos, investigado por uma série de crimes violentos em Itacarambi, no Norte do estado. A decisão judicial foi tomada após o aprofundamento das investigações, que apontaram premeditação, extorsão mediante violência e um padrão de comportamentos agressivos praticados pelo suspeito em locais públicos. De acordo com a delegada Natália Moura, responsável pelo inquérito, a prisão preventiva foi essencial para conter a escalada de violência e garantir a segurança da comunidade. “No início, tratamos o caso como um episódio de menor potencial ofensivo. Mas, com o avanço das apurações, ficou evidente que não se tratava de um fato isolado. Houve planejamento, repetição de condutas e uso de violência extrema. A prisão foi fundamental para evitar novas agressões, proteger a vítima e assegurar que a inv...