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Mula é encontrada com parte do focinho decepado em Mirabela

Veterinária que socorreu animal afirma que há outros casos de maus tratos.Crimes estariam sendo praticados há cerca de quatro meses na cidade.

Valdivan VelosoDo G1 Grande Minas
Nesta terça-feira (24) o animal apresentava inchaço na lesão, mas já conseguia se alimentar. (Foto: Valdivan Veloso/G1)Nesta terça-feira (24) o animal apresentava inchaço na lesão, mas já conseguia se alimentar. (Foto: Valdivan Veloso/G1)
Uma mula foi encontrada com parte do focinho decepado, próximo a MG-135, em Mirabela, no Norte de Minas. De acordo com o dono do animal, José Antônio Rodrigues, a mula é seu braço direito na pequena chácara de sua propriedade, na zona rural da cidade.
A mula está com nove anos e há dois convive com família. O carinho é tão grande que foi batizado de Gaúcho. Segundo José Antônio, o animal foi uma das vítimas de crimes parecidos, que vem sido praticados há cerca de quatro meses na cidade. "O meu não morreu, mas sei de outros que morreram por causa dessa covardia. Sei de muitos outros casos, inclusive de um cavalo, que era do meu irmão morreu, por causa de agressões”, disse.
Mula foi encontrado com parte do focinho decepado (Foto: Rosa Aquivo)Mula foi encontrado com parte do focinho decepado
(Foto: Rosa Aquino)
Gaúcho foi encontrado por um amigo da família nessa segunda-feira (23). Uma veterinária foi até o local para socorrer a mula. "Ele apresentava um corte na narina, possivelmente de faca ou facão. Foi uma pancada só. Como não tinham cortado completamente, deu para fazer a sutura", disse a veterinária Rosa Aquino.
Ainda segundo a veterinária, Gaúcho está à base de antibióticos e anti-inflamatórios e mesmo com dificuldades, Gaúcho já consegue se alimentar.
Na pequena chácara, a família cuida ao todo de 12 animais e este é o segundo caso de agressão aos muares. “Há duas semanas, outra mula foi atingida com um corte na barriga que pegou de um lado ao outro. Quero justiça, isso não pode ficar impune”, afirma Marlene Moreira Niza, esposa do José Antônio.
G1 procurou a Polícia Militar da cidade que afirmou ter conhecimento do caso, mas que  os donos dos animais não os procuraram para oficializarem a denúncia. A Pm disse ainda que, mesmo assim, os militares irão procurá-los e orientar para que seja registrado o Boletim de Ocorrência.

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