Pular para o conteúdo principal

Ex-agente penitenciária é condenada a oito anos em semiaberto por morte do marido em Montes Claros

Ex-agente foi presa sete meses após o crime em Montes Claros (Foto: Reprodução/Inter TV)
O julgamento de Rúbia Cristine Varjão, ex-agente penitenciária acusada de matar o marido em Montes Claros (MG), terminou por vota das 22h30, nesta quinta-feira (26). Segundo o advogado de acusação, Rayne Brito, a ré foi condenada a oito anos de prisão em regime semiaberto.
"O pedido era de homicídio qualificado, mas a condenação saiu por homicídio simples. Tanto a acusação quanto o Ministério Público já recorreram pedindo para acrescentar as qualificações", explica o advogado.
Sérgio dos Reis foi assassinado em setembro de 2012; familiares da vítima acompanharam o julgamento. Eles esperavam um tempo maior na sentença, mas afirmam que a condenação já trouxe um alívio para a família e amigos de Sérgio.
"Quando o juiz disse que ela era condenada já foi um alívio. Queríamos que a condenação fosse em regime fechado, mas isso já provou para toda a sociedade que o Sérgio não era um suicida. Essa era a justiça maior que queríamos", afirma a cunhada da vítima, Gilvânia da Silva Santos.
Entenda o caso
Rúbia Cristine Varjão foi presa no Presídio Alvorada, onde trabalhava, em abril de 2013, sete meses após o crime. A Polícia Civil informou que depois de esfaquear o marido, ela tentou simular o suicídio. A perícia confirmou que houve luta corporal e havia sinais de violência em vários cômodos da casa, que demonstravam que a vítima havia sido agredida. O laudo também apontou que a multiplicidade das lesões, com o corte da esquerda para a direita, supostamente cometido por Sérgio, era impossível, já que ele era destro.
Na época, a Polícia Civil afirmou que alguns indícios apontaram a possibilidade de Rúbia ter premeditado o crime. Para a PC, ela teria dopado o companheiro com um medicamento para reduzir a capacidade de defesa dele. A agente chegou a dizer que o marido tomava remédios, mas não soube informar quais e nem a quantidade ingerida por ele. Testemunhas ouvidas pela polícia disseram que o casal costumava brigar com frequência e já teria inclusive se separado algumas vezes. Eles têm duas filhas e estavam sozinhos no momento do crime.
Nessa quinta-feira (26), a Secretaria de Administração Prisional (Seap) informou que Rúbia foi desligada do sistema prisional em abril de 2013.(g1 grande minas)
·         MONTES CLAROS



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ACONTECEU EM ITACARAMBI-Menor é apreendido por tentativa homicídio após sua mãe ir ao hospital saber se ele estava ferido

  Um adolescente, de 14 anos, foi apreendido por tentativa de homicídio após a mãe dele ir ao hospital para saber se ele estava ferido. O crime ocorreu em  Itacarambi . Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar nesta segunda-feira (1), um homem, de 30 anos, deu entrada no hospital da cidade após ser atingido por tiros nas costas e cabeça. Ele contou que caminhava pela avenida Frutal no Nossa Senhora de Fátima, quando duas pessoas em uma moto se aproximaram e atiraram. Depois que foi atingido, ele correu pedindo socorro. Após fazerem levantamentos no local do crime, os policiais retornaram à unidade de saúde, onde encontraram a mãe do menor. Ela relatou que soube que o filho e outro adolescente teriam atirado contra o homem. Preocupada, foi ao local saber se ele se feriu. Em seguida, a PM foi até a casa desse jovem mencionado pela mulher e acabou encontrando o filho dela. Ao ser questionado, ele falou que ele e o amigo decidiram agir após serem ameaçados pela ...

ACONTECEU EM ITACARAMBI Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi

Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta terça-feira (23/12), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 42 anos, investigado por uma série de crimes violentos em Itacarambi, no Norte do estado. A decisão judicial foi tomada após o aprofundamento das investigações, que apontaram premeditação, extorsão mediante violência e um padrão de comportamentos agressivos praticados pelo suspeito em locais públicos. De acordo com a delegada Natália Moura, responsável pelo inquérito, a prisão preventiva foi essencial para conter a escalada de violência e garantir a segurança da comunidade. “No início, tratamos o caso como um episódio de menor potencial ofensivo. Mas, com o avanço das apurações, ficou evidente que não se tratava de um fato isolado. Houve planejamento, repetição de condutas e uso de violência extrema. A prisão foi fundamental para evitar novas agressões, proteger a vítima e assegurar que a inv...