Pular para o conteúdo principal

Justiça decide que bens de Corbi e outros acusados de corrupção continuarão bloqueados

Por Fábio Oliva
Continuarão bloqueados os bens do negociante e agiota Marcus Vinícius Crispim, o Corbi (foto), de Januária-MG e demais acusados de envolvimento em fraudes a licitações no município de Itacarambi-MG. A medida atinge, entre outros, Luísa Figueiredo Cerqueira Crispim, Marcus Vinícius Crispim Filho e a empresa Figueiredo & Crispim Transportes e Serviços Ltda.
Atualmente Corbi está recolhido ao Presídio Regional de Montes Claros, acusado pela Polícia Federal e pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal de participar de fraudes a licitações que deram prejuízo de milhões de reais em diversas prefeituras do Norte de Minas.
A decisão da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, tomada terça-feira (11), foi divulgada nesta sexta-feira (21) no Diário da Justiça Eletrônico, e referente ao Agravo de Instrumento nº. 1.0352.12.007909-5/002, ajuizado contra o Ministério Público de Minas Gerais.
Para os desembargadores Caetano Levi Lopes, Hilda Maria Porto de Paula Teixeira da Costa e Afrânio Vilela, os bens devem permanecer bloqueados “para assegurar eventual ressarcimento ao erário público em decorrência da prática de improbidade administrativa”.
Os advogados dos réus alegaram que o bloqueio é ilegal, porque não se provou a intenção dos acusados de se desfazerem de seus bens e a medida estaria dificultando o pagamento de fornecedores e funcionários dos acusados. Mas para o desembargador Caetano Levi Lopes, “a circunstância de inexistir prova judicial de dilapidação patrimonial não impede a aplicação do decreto de indisponibilidade de bens assegurador do erário público”. Da mesma forma, para ele, “a alegada necessidade de pagamento de fornecedores não afasta o deferimento da medida já que estes assumiram o risco ao entregarem bens e serviços aos recorrentes”.
Apenas uma pequena parte do dinheiro bloqueado nas contas bancárias foi liberada “estritamente no importe necessário para o pagamento de salário dos empregados bem como os tributos fiscais e parafiscais da sociedade empresária agravante, devendo ser semanalmente prestadas as contas ao juízo de primeiro grau”.
Atuaram pelos réus os advogados João Batista de Oliveira Filho, Thiago Lopes Lima Naves e Bruno de Mendonça Pereira Cunha


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ACONTECEU EM ITACARAMBI-Menor é apreendido por tentativa homicídio após sua mãe ir ao hospital saber se ele estava ferido

  Um adolescente, de 14 anos, foi apreendido por tentativa de homicídio após a mãe dele ir ao hospital para saber se ele estava ferido. O crime ocorreu em  Itacarambi . Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar nesta segunda-feira (1), um homem, de 30 anos, deu entrada no hospital da cidade após ser atingido por tiros nas costas e cabeça. Ele contou que caminhava pela avenida Frutal no Nossa Senhora de Fátima, quando duas pessoas em uma moto se aproximaram e atiraram. Depois que foi atingido, ele correu pedindo socorro. Após fazerem levantamentos no local do crime, os policiais retornaram à unidade de saúde, onde encontraram a mãe do menor. Ela relatou que soube que o filho e outro adolescente teriam atirado contra o homem. Preocupada, foi ao local saber se ele se feriu. Em seguida, a PM foi até a casa desse jovem mencionado pela mulher e acabou encontrando o filho dela. Ao ser questionado, ele falou que ele e o amigo decidiram agir após serem ameaçados pela ...

ACONTECEU EM ITACARAMBI Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi

Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta terça-feira (23/12), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 42 anos, investigado por uma série de crimes violentos em Itacarambi, no Norte do estado. A decisão judicial foi tomada após o aprofundamento das investigações, que apontaram premeditação, extorsão mediante violência e um padrão de comportamentos agressivos praticados pelo suspeito em locais públicos. De acordo com a delegada Natália Moura, responsável pelo inquérito, a prisão preventiva foi essencial para conter a escalada de violência e garantir a segurança da comunidade. “No início, tratamos o caso como um episódio de menor potencial ofensivo. Mas, com o avanço das apurações, ficou evidente que não se tratava de um fato isolado. Houve planejamento, repetição de condutas e uso de violência extrema. A prisão foi fundamental para evitar novas agressões, proteger a vítima e assegurar que a inv...