Pular para o conteúdo principal

Justiça de Januária/MG condena padrasto por estupro

Juíza desconsiderou diário de menina, apresentado como prova pelo réu


Abuso de menor rendeu ao padrasto 12 anos de prisão


A Justiça da comarca de Januária, no Norte de Minas, condenou um homem de 32 anos pelo estupro de vulnerável. Ele deverá cumprir 12 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, por ter abusado de sua enteada de 13 anos. O abuso foi flagrado pela parceira do réu, mãe da menina.

Segundo o Ministério Público, em 26 de janeiro de 2013, o homem, residente em Pedras de Maria da Cruz/MG, dirigiu-se, à noite, ao quarto da menina. Pedindo que ela se despisse, passou a acariciar a adolescente, tocando suas partes íntimas e beijando-lhe o corpo.

Ainda de acordo com a denúncia, a aproximação da mãe interrompeu a tentativa de submeter a vítima à penetração. A adolescente disse que o padrasto se aproveitava do momento em que todos dormiam. Acrescentou que já vinha sendo assediada, mas tinha medo de denunciar o réu.

O homem, tanto em depoimento prestado à autoridade policial quanto em juízo, negou a prática do crime. Inicialmente, quando perguntado sobre o motivo que levou a vítima a acusá-lo de abuso, ele declarou acreditar que era porque ela descobriu “que ele estava traindo a mãe dela”.

Defesa

No interrogatório, o acusado apresentou outra versão, sustentando que o provável motivo da denúncia seria o fato de ser bastante rigoroso com a vítima e ter despertado nela o sentimento de raiva. Ele também apresentou fotocópias do diário da menina.

Ao reconhecer o estupro de vulnerável (que inclui quaisquer atos libidinosos com menores de 14 anos), a juíza Bárbara Lívio se baseou no depoimento da adolescente, em indícios e provas testemunhais.

Sentença

Apoiando-se nas Leis 11.340/06 (Maria da Penha) e 13.341/17 (referente ao depoimento especial), que trazem proteção especial às vítimas e testemunhas de violência doméstica, a magistrada determinou a retirada de informações, por considerá-las provas ilícitas.

“O objetivo do réu, com a juntada das referidas cópias, é apenas fazer prova da personalidade da vítima, uma adolescente, não podendo esta ser justificativa para qualquer tipo de abuso. O acusado pretende transferir a culpa para a vítima, quando nenhum comportamento dela justificaria uma violência sexual, razão pela qual deixo de valorar a referida prova e determino o seu desentranhamento dos autos”, afirmou a juíza Bárbara Lívio.

Para preservar a identidade da vítima, o número do processo não será divulgado.

* Com informações da Assessoria de Imprensa do TJMG.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ACONTECEU EM ITACARAMBI-Menor é apreendido por tentativa homicídio após sua mãe ir ao hospital saber se ele estava ferido

  Um adolescente, de 14 anos, foi apreendido por tentativa de homicídio após a mãe dele ir ao hospital para saber se ele estava ferido. O crime ocorreu em  Itacarambi . Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar nesta segunda-feira (1), um homem, de 30 anos, deu entrada no hospital da cidade após ser atingido por tiros nas costas e cabeça. Ele contou que caminhava pela avenida Frutal no Nossa Senhora de Fátima, quando duas pessoas em uma moto se aproximaram e atiraram. Depois que foi atingido, ele correu pedindo socorro. Após fazerem levantamentos no local do crime, os policiais retornaram à unidade de saúde, onde encontraram a mãe do menor. Ela relatou que soube que o filho e outro adolescente teriam atirado contra o homem. Preocupada, foi ao local saber se ele se feriu. Em seguida, a PM foi até a casa desse jovem mencionado pela mulher e acabou encontrando o filho dela. Ao ser questionado, ele falou que ele e o amigo decidiram agir após serem ameaçados pela ...

ACONTECEU EM ITACARAMBI Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi

Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta terça-feira (23/12), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 42 anos, investigado por uma série de crimes violentos em Itacarambi, no Norte do estado. A decisão judicial foi tomada após o aprofundamento das investigações, que apontaram premeditação, extorsão mediante violência e um padrão de comportamentos agressivos praticados pelo suspeito em locais públicos. De acordo com a delegada Natália Moura, responsável pelo inquérito, a prisão preventiva foi essencial para conter a escalada de violência e garantir a segurança da comunidade. “No início, tratamos o caso como um episódio de menor potencial ofensivo. Mas, com o avanço das apurações, ficou evidente que não se tratava de um fato isolado. Houve planejamento, repetição de condutas e uso de violência extrema. A prisão foi fundamental para evitar novas agressões, proteger a vítima e assegurar que a inv...