POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA OPERAÇÃO “GERAÇÃO PERDIDA” NA REGIÃO NORTE MINEIRA

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 22/08, a Operação “GERAÇÃO PERDIDA” com o objetivo de desarticular organização criminosa atuante na região norte de Minas Gerais, na reiterada prática de fraudes ao sistema bancário oficial.
A operação consiste no cumprimento simultâneo de 21 mandados judiciais: 07 (sete) Mandados de busca e apreensão, 07 (sete) Mandados de seqüestro de bens e 07 (sete) ordens de identificação criminal. *As investigações, oriundas do Inquérito Policial 377/2016-DPF/MOC/MG, demonstraram a atuação, em unidade de entendimentos, de uma organização criminosa, que atuava no desvio de valores de instituições financeiras, mediante sucessivas fraudes.
Sem que tivessem os verdadeiros nomes inseridos nos Sistemas de Proteção ao Crédito/SERASA, os investigados promoveram a criação fictícia de documentos pessoais de identificação, CPF’s, comprovantes de endereços, além de inserção de dados falsos em Declarações de Imposto de Renda, com o manifesto propósito de possibilitar a obtenção de crédito de grande monta, particularmente junto à Caixa, empresa pública federal lesada em aproximadamente R$ 1.300.677,00.
Após a obtenção de linhas de créditos (CDC, Cartão de Crédito), obtidas com a utilização de documentos falsos, inicia-se a etapa seguinte, consistente na retirada dos valores financeiros da instituição bancária oficial. Dessa forma, além da realização de compras de produtos e mercadorias, utilizando-se do crédito disponibilizado pela instituição financeira, os valores também eram transferidos para contas de terceiros, integrantes do bando, a fim de serem sacados ou com o propósito de retornarem, via transferência bancária oficial, para a conta de outros membros, líderes da organização criminosa  investigada.
Tendo em conta que os investigados fizeram uso de documentos pessoais falsos na execução dos crimes investigados, a decisão judicial também determinou a identificação criminal de todos eles, a teor do que consta da Lei 12.037/12, artigo 4º, IV.
Os investigados estão sendo indiciados por estelionato qualificado (CP, arts. 171, § 3º - contra empresa pública federal), quadrilha ou banco (CP, art. 288), Falsidade Ideológica, (CP, art. 299), Uso de documentos falsos (CP, art. 304) e falsa identidade (art. 307). Somadas, cumulativamente, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam os 30 anos.
A operação desta terça-feira contou com a participação de 60 policiais federais que cumpriram mandados nas cidades de Várzea da Palma/MG e Montes Claros/MG.
Maiores esclarecimentos serão prestados às 10:30 H na Delegacia da Polícia Federal em Montes Claros/MG, localizada na Rua Coração de Jesus, 500, Centro.

Comunicação Social da Polícia Federal em Montes Claros

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