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Soldado reformado mais antigo de Minas Gerais completa 109 anos

Por Adriana Lisboa, Inter TV Grande Minas
25/08/2017
 São 109 anos que seu Olímpio completou nessa quinta-feira (24); coincidência ou não, véspera do Dia do Soldado. “Eu tinha um tio, irmão do meu pai, que era militar. Quando eu conheci ele, eu era pequeno, pequenininho, e: ele era militar”, disse Olímpio, o soldado reformado mais antigo do estado de Minas Gerais. O número de polícia dele é 3.197, e é o mais antigo reconhecido pela PM.
A influência de família o fez soldado e a carreira o levou ao posto de sargento. Em 1953, já como policial reformado, recebeu uma homenagem do Governo de Minas, pelos serviços prestados na revolução constitucionalista de 1932, um conflito armado sangrento, registrado na história do Brasil.
“Quando vinha passando avião, tava jogando bomba, matando gente, eu passava a metralhadora no avião e o avião caía longe. Eu derrubei muito avião”, relembra altivo, mas com voz frágil.
Nascido em Araçuaí, seu Olímpio passou pelas cidades de Belo Horizonte Diamantina, São Francisco e São Sebastião dos Poços, distrito de Manga, onde ainda mora com a esposa, dona Joana, de 94 anos; são mais de 75 anos de casados. Do encontro em Araçuaí, surgiram oito filhos, 23 netos e 32 bisnetos. “É muito amor. Toda vida. Criamos nossos filhos. Graças a Deus”, comemora.
A cumplicidade e respeito entre seu Olímpio e dona Joana atravessa mais de meio século, principalmente no respeito aos gostos e costumes do outro que, no caso do seu Olímpio, é a cachacinha, que ele carinhosamente chama de ‘pileque’. “A gente fala que a bebida prejudica, mas parece que pra ele não. Dá hora que ele levanta, o café é o pileque”, disse dona Joana. E seu Olímpio reforça: “Eu nunca tomei café não. Só o pileque".
O sargento Olímpio não tem graves problemas de saúde e leva uma vida normal e, segundo familiares, ele fez checkup recentemente e está tá tudo ótimo. “Meu pai diz que o segredo para viver tanto é a calma com que leva a vida e não fazer extravagâncias.”

Para toda família, o soldado, sargento, marido, pai, avô e bisavô, é exemplo de vida. “É um homem trabalhador, que passa um respeito muito grande, e muito importante na vida de todos nós”, disse Valéria, uma das netas

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