Pular para o conteúdo principal

Prefeituras do Norte de Minas marcam greve para dezembro


O atraso nos repasses de recursos pelo governo do estado levou os prefeitos do Norte de Minas a uma medida extrema. Reunidos na tarde desta segunda-feira, na sede da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), em Montes Claros, eles decidiram que vão fechar as prefeituras de 3 a 7 de dezembro para protestar contra a falta de recursos. Durante o “protesto” serão mantidos apenas os serviços essenciais de saúde e limpeza pública.
O objetivo do movimento é pressionar o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para que determine ao governo estadual efetuar os repasses imediatamente e para que o Ministério Publico Estadual (MPMG) ajuize ações com a mesma finalidade. A AMM também se mobiliza para que a Justiça obrigue o caixa estadual a liberar os recursos. “Os municípios estão praticamente falidos”, afirma o presidente da Amams, Marcelo Félix (PSB). “Esperamos que, com a paralisação, o Tribunal de Justiça determine o fim do bloqueio dos recursos do estado, a fim de amenizar as dificuldades financeiras das prefeituras”, completa Félix.
Os 50 prefeitos reunidos na Amams decidiram também antecipar o fim do ano letivo nas escolas municipais para 30 de novembro e suspender o pagamento de despesas de funcionamento de escritórios de órgãos públicos estaduais como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF).
Humberto Souto (PPS), prefeito de Montes Claros, cidade-polo da região, com 404 mil habitantes, defende que o movimento se estenda a todos os 853 mineiros. “O bloqueio do estado atinge todas as cidades de Minas. O estado está retendo recursos que não são dele. É preciso que seja deflagrada uma greve geral dos municípios por tempo indefinido, até que os recursos sejam liberados”, opina Souto.
Para a prefeita de Bocaiuva, Marisa Alves (MDB), a greve será uma forma de mostrar para a população as dificuldades vividas pelas prefeituras. “Temos que unir forças, entre municípios, Poder Legislativo e Poder Judiciário para cobrar a transferências das verbas pelo governo do estado”,afirmou Marisa. Segundo ela, Bocaiuva, de 49,7 mil habitantes, tem R$ 15 milhões a receber do Tesouro Estadual.
DEMISSÕES

O prefeito de Indaiabira (7,33 mil habitantes), José Severino da Silva (PP), o “Zé de Maurina”, disse queserá obrigado a demitir pelo menos 40 funcionários comissionados e contratados. “Estamos sem poder fazer obras e serviços para a população, como o patrolamento de estradas e a recu Situação semelhante enfrenta o prefeito Agidê Alves (PP), de Cônego Marinho. Ele disse que demitiu seis dos 10 secretários da prefeitura, mantendo somente os titulares da Administração, Assistência Social, Educação e Saúde. Também dispensou outros ocupantes de cargos de confiança e contratos, alcançando 60 demissões.

RENÚNCIA

A crise financeira, ocasionada pela falta de repasses do governo do estado, sufoca os pequenos municípios, que sobrevivem quase que totalmente das transferências de recursos constitucionais, pois não têm geração própria de renda. Em Morro da Garça, município de 2,66 mil habitantes, na Região Central do estado, o prefeito José Maria de Castro (PHS) pensa em renunciar caso não tenha uma solução rápida.
“Do jeito que está não tem como funcionar. Se nada for resolvido até 30 novembro, vou parar tudo e entregar a prefeitura. Ainda não sei o que poderá ser feito. Mas, se não tiver outra solução, vou renunciar”, afirma Castro, no exercício do quinto mandato na prefeitura – o segundo consecutivo.
Castro afirma que ao longo de seus quase 22 anos à frente da prefeitura nunca encontrou um quadro tão caótico como o de agora. “O município depende das verbas dos governos do estado e federal, pois não tem outra fonte de receitas”, argumenta.
Ele disse que, nos meses anteriores, conseguiu pagar os salários dos 280 funcionários municipais, que, ao lado de aposentados e cadastrados em programas sociais do governo, respondem pelo dinheiro circulante na cidade. Os salários relativos a outubro ainda foram pagos e o prefeito não tem ainda uma data para informar aos servidores.peração de pontes”, Lamenta Severino.(JORNAL E M)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ACONTECEU EM ITACARAMBI-Menor é apreendido por tentativa homicídio após sua mãe ir ao hospital saber se ele estava ferido

  Um adolescente, de 14 anos, foi apreendido por tentativa de homicídio após a mãe dele ir ao hospital para saber se ele estava ferido. O crime ocorreu em  Itacarambi . Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar nesta segunda-feira (1), um homem, de 30 anos, deu entrada no hospital da cidade após ser atingido por tiros nas costas e cabeça. Ele contou que caminhava pela avenida Frutal no Nossa Senhora de Fátima, quando duas pessoas em uma moto se aproximaram e atiraram. Depois que foi atingido, ele correu pedindo socorro. Após fazerem levantamentos no local do crime, os policiais retornaram à unidade de saúde, onde encontraram a mãe do menor. Ela relatou que soube que o filho e outro adolescente teriam atirado contra o homem. Preocupada, foi ao local saber se ele se feriu. Em seguida, a PM foi até a casa desse jovem mencionado pela mulher e acabou encontrando o filho dela. Ao ser questionado, ele falou que ele e o amigo decidiram agir após serem ameaçados pela ...

ACONTECEU EM ITACARAMBI Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi

Investigação da PCMG resulta em prisão por ataque violento em Itacarambi A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta terça-feira (23/12), mandado de prisão preventiva contra um homem, de 42 anos, investigado por uma série de crimes violentos em Itacarambi, no Norte do estado. A decisão judicial foi tomada após o aprofundamento das investigações, que apontaram premeditação, extorsão mediante violência e um padrão de comportamentos agressivos praticados pelo suspeito em locais públicos. De acordo com a delegada Natália Moura, responsável pelo inquérito, a prisão preventiva foi essencial para conter a escalada de violência e garantir a segurança da comunidade. “No início, tratamos o caso como um episódio de menor potencial ofensivo. Mas, com o avanço das apurações, ficou evidente que não se tratava de um fato isolado. Houve planejamento, repetição de condutas e uso de violência extrema. A prisão foi fundamental para evitar novas agressões, proteger a vítima e assegurar que a inv...