Fabricantes e distribuidores se aproveitam da pandemia e sobem preços de alguns insumos em mais de 3.000%, denunciam secretários de saúde.

sec de saude

Os preços de alguns dos principais insumos usados por hospitais e unidades básicas de saúde explodiram. Fabricantes e distribuidores estão se aproveitando da pandemia causada pelo novo coronavírus (Codivd-19) para aumentar os preços em níveis jamais vistos, chegando, em alguns casos, a mais de 3.000% de aumento. Por isso, a ajuda financeira que o Governo Federal deu aos municípios para auxiliar no tratamento de pacientes infectados pelo vírus está sendo diluída pelo aumento. Em Manga, a secretária de Saúde, Paula Beatriz de Almeida, informou que uma caixa com 50 unidades de máscaras cirúrgicas comuns, que antes da pandemia era comprada por R$ 5,85, agora os fornecedores não entregam por menos de R$ 200,00 (aumento de 3.233%). A máscara tipo N95, que era adquirida por R$ 4,00 a unidade, agora só se consegue comprar se pagar R$ 123,00 (2.975%). E o macacão de proteção que antes fornecedores e distribuidores entregavam a R$ 18,90 agora só se consegue por R$ 49,90 (212%), mas já chegou a receber orçamentos com o valor de R$ 100,00 a unidade. A menos de 50 quilômetros de Manga, em Itacarambi, o secretário de Saúde, Rafael Nunes Andrade, diz que adquirir os insumos “virou leilão”. Fornecedores e distribuidores vendem para quem estiver disposto a pagar mais. Ele cita como exemplo o preço do litro de álcool em gel, que antes se adquiria a R$ 9,54 e agora só se consegue por R$ 22,40 (120%). O preço da máscara cirúrgica comum passou de R$ 4,95% para R$ 200,00 (3.900%) a caixa com 50 unidades; e a unidade de máscara N95 passou de R$ 1,95 para R$ 35,00 (1.650%) a unidade. Com as caixas de luvas descartáveis de 50 unidades não foi diferente. O preço saltou de R$ 16,00 para R$ 50,00 (212%). Para amenizar o problema, a Secretaria Municipal de Assistência Social de Itacarambi entrou em ação e uniu esforços com a Secretaria Municipal de Saúde. O ateliê onde antes era dado curso de corte e costura agora produz máscaras para os profissionais de saúde do município.

FONTE Jornal Folha do Norte.


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